Estratégia e Gente

O mundo corporativo ideal é aquele onde as pessoas podem expressar suas ideias e opiniões, onde podem ser feitos comentários e críticas de forma verdadeira e com abordagem adequada a não gerar conflitos. É aquele ambiente colaborativo onde as informações necessárias para o desenvolvimento e resultados dos negócios não são contidas.

Na prática porém costumamos nos colocar de forma a não magoar os outros, e não utilizamos de franqueza porque isso pode nos gerar problemas relacionados a ressentimentos das pessoas com quem interagimos.

Contudo, quando nos colocamos de uma forma aberta, pautados pela boa e verdadeira intenção, podemos fazer toda a diferença nos ambientes em que atuamos, pois assim estaremos contribuindo de forma decisiva para a mudança, inovação e atingimento dos objetivos. Essa postura se torna fundamental para os líderes, que tem, dentre outras, a nobre missão de desenvolver pessoas, afinal sem capital humano preparado e feliz, todas as estratégias, tecnologias e planos serão inúteis.

Em seu livro “Paixão por Vencer”, Jack Welch recomenda uma boa seleção de pessoas, em que se avalie três qualidades fundamentais: “a integridade, a inteligência e a maturidade. Sendo a integridade: pessoas íntegras dizem a verdade, mantêm sua palavra, assumem a responsabilidade de suas ações, admitem seus erros e os corrigem; a inteligência: definida como uma elevada dose de curiosidade intelectual e uma base ampla de conhecimentos e qualidades que permitam trabalhar de forma eficaz ou liderar outras pessoas inteligentes; a maturidade: a capacidade para controlar o estresse, aproveitar o êxito com humildade e alegria e respeitar as emoções dos demais.”

Além dessas qualidades, sem dúvida que há outras como nível de positividade e energia, habilidade de motivar e inspirar pessoas, flexibilidade, capacidade para tomada de decisões, conhecimento e disposição para agir e executar os planos, aprendizado contínuo, dentre outros.

Faz toda a diferença quando a organização tem um sistema estruturado de gestão de performance que permita a aferição quantitativa sobre como as pessoas atingem seus objetivos, e qualitativa sobre as suas competências e comportamentos na estrutura e nos negócios.

Quando lideramos pessoas precisamos de percepção e mecanismos que nos orientem sobre os níveis de performance individual dos membros do time, pois só assim poderemos traçar os planos de investimento de acordo com as diferentes necessidades.

Segundo Jack Welch a diferenciação das pessoas é difícil mas pode ser feita da seguinte forma “É um processo que obriga os gestores a avaliar seus funcionários e a posicioná-los em três categorias em função do seu desempenho; 20% superiores, 70% intermediários e 10% inferiores. Assim – e esse é o segredo – devem agir, com base na distinção, com ênfase na palavra `agir´ porque, naturalmente, os gestores fazem a diferenciação, mas só poucos os convertem em realidade”.

Para que o negócio adquira uma vantagem competitiva sustentável é necessário um ambiente favorável a debates inteligentes e realistas com toda a equipe envolvida, pois é ela que levará adiante a estratégia, e irá continuamente adaptar e aperfeiçoar os planos e objetivos.

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